O retrato da diversidade

Texto e  fotos: Ricardo Rodrigues

Das raízes de uma região brota a diversidade trazida pela miscigenação das culturas. A arte do artesanato, que conta histórias por meio de técnicas e materiais diferenciados, serve também como fonte de renda e agente de inclusão social. Karen de Marco, da Associação Brasileira de Gestão C,ultural constata que “o Brasil é grande, exercita a criatividade como forma de sobreviver e isso acaba gerando uma busca por soluções”. Dessa forma, a atividade se consolida como importante peça, na medida em que gera renda para famílias e para a economia. Dados do IBGE demonstram que é a atividade cultural mais presente nos municípios, com 64% de participação.

Ao mergulhar nesse universo, o Sebrae/RS, por meio de capacitações e estímulo ao associativismo, transformou a vida de homens e mulheres. A gestora de artesanato, Vânia Fernandes, conta que “as iniciativas iniciaram-se em 2004, mas, até 2008, o artesanato fazia parte dos projetos de turismo”. Ela explica que o Sebrae desenvolve uma metodologia de abordagem, estimulando a formalização e desenvolvendo aspectos de gestão das cooperativas e grupos. “Procuramos sempre trabalhar com características locais da região, com matéria-prima própria, para fortalecer o aspecto cultural”.

Segundo Vânia, os grupos são preparados para caminhar por conta própria, o que resultou em histórias bem-sucedidas. “Nesse sentido, temos o Mão Gaúcha, primeiro programa de artesanato do Sebrae. Ainda hoje é uma referência em relação à organização, desenvolvimento de coleção e criação de central de negócios”. Outros grupos também tiveram reconhecimento nessa trajetória, conforme conta a gestora.

Outros segmentos da indústria criativa começam a ser atendidos pelo Sebrae/RS. Em 2009, foi realizada a primeira Feira da Música do Sul, em que o Sebrae foi parceiro em uma rodada de negócios. “O resultado foi muito positivo. Em 2010, fomos procurados para a realização de uma segunda edição das rodadas”, conta Vânia Fernandes. Além da música, outro segmento, formado por escolas de samba, procurou o aporte da entidade. Os carnavalescos “são criativos, trabalham muito bem essa questão, mas não têm o conhecimento suficiente para administrar enquanto negócio”, afirma a gestora. Para ela, a economia da cultura deve ser incentivada, porque pode trazer resultados significativos para todos. “O objetivo é fazer a arte deixar de ser um ‘bico’ para ser uma profissão”.

>> Na quinta e penúltima reportagem da série, o destaque fica por conta dos coletivos de arte. Segundo especialistas, trata-se de uma iniciativa que ganha cada vez mais força, gerando renda e promovendo a circulação artística.

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Sobre venetacoletivo

Veneta, que significa ideia repentina, dar na telha, ou, como diz a expressão pupular, dar na veneta, é uma assessoria de produção e articulação cultural. Atua sobre projetos das mais variadas vertentes, enaltecendo a qualidade e diversidade da cultura regional.
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